Mudança de carreira – até quando é possível mudar?

Texto de Carolina Souza.
Conheço muitos profissionais saturados de suas carreiras que almejam virar na curva da vida e recomeçar por outra estrada, mas sentem-se inseguros devido a idade ou ao longo tempo de carreira que possuem na profissão atual.

Antes de falar a minha opinião a respeito disto, quero comentar brevemente a história do meu pai.

Aos quarenta e sete anos, com apenas a quarta-série do antigo primário e dois anos de desemprego acumulados, ele percebeu que havia a necessidade de mudar e recomeçar. Meu pai contabilizava vinte e sete anos de carreira como balconista de farmácia e tinha tentado de tudo para retornar (e se manter) ao mercado: artesão, camelô, auxiliar de almoxarifado e nada dava certo. Sabe por quê? Porque o mercado exige o mínimo de escolaridade para oferecer condições básicas de remuneração e colocação, o famoso ensino médio, que trazem algumas oportunidades (bem poucas). Na realidade, a maioria das vagas no mercado exige o ensino superior completo como condição mínima de empregabilidade sólida no mercado brasileiro. Então, com quase cinquenta anos meu pai virou na curva rumo a uma nova estrada. Ele cursou supletivo, ingressou no curso técnico de massoterapia e terapias holísticas, em paralelo começou a faculdade de fisioterapia; após sua conclusão engrenou no curso de especialização em geriatria. Hoje, com quase sessenta anos ele tem uma nova carreira – admiração e reconhecimento são uma constante – e o seu sorriso e sua disposição diárias ao sair para o trabalho às 05h40min e retornar após as 23h não escondem que ele vive do seu propósito de vida. Empreendedor. Fisioterapeuta. Especialista em Geriatria. Massoterapeuta. Terapeuta holístico. Mentor. Essa foi a nova estrada que ele construiu com muito esforço, empenho e bom humor.
Retomando então para minha opinião sobre a questão que abriu o texto de hoje, acho que você já tem ideia do que eu penso sobre ter limite para mudar, certo?

Para mim NÃO EXISTE LIMITE para você construir a vida que lhe fará feliz e dará propósito/sentido ao seu dia a dia (desde que você tenha saúde e disposição).

Vejo profissionais de 30, 35, 45 anos que tem mais de uma década de carreira que não se identificam mais naquele lugar onde estão e acham que já passou o tempo deles. Eu pergunto: “como assim, passou o tempo de ser feliz!?” – não, não existe esse tempo.

Há sempre uma nova chance de recomeçar, de cursar uma nova formação, de fazer aquele intercâmbio que sempre sonhou, de abandonar essa vida que já não lhe cabe e criar um novo chão a ser sedimentado por novas esperanças e novos desafios. Se você tem saúde e garra, tudo é possível, fácil nem sempre, mas possível sim.

Uma dica? Planeje-se. Busque orientação de especialistas para traçar o seu plano de ação e executar sem medo de falhar – afinal de contas, errar significa que você está tentando e aprendendo.

Não ache que o tempo passou. A reforma da previdência está aí para nos mostrar que o nosso tempo se prolongou. E uma vida para valer a pena ser vivida, requer que seja feita com propósito, com viço, esperança e aquele friozinho na barriga a cada novo obstáculo superado.

Você está pensando em mudar?
Não sabe por onde começar?

Deixe seu comentário e conte um pouco da sua história, quem sabe eu não possa lhe ajudar a dar o passo inicial dessa virada?

SUCESSO.Coragem.

FONTE: https://www.profissionaisti.com.br/ PUBLICADO em 4 de fevereiro de 2017
TEXTO DE CAROLINA SOUZA

Redação
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